O Programa do VII Governo Constitucional timorense, que deve ser enviado ao Parlamento Nacional na terça-feira, não tem obrigatoriamente de ser votado e o seu chumbo depende, necessariamente, da aprovação de uma eventual moção de rejeição da oposição.
O processo torna-se importante porque o Governo timorense liderado por Mari Alkatiri está sustentado por uma coligação minoritária formada pela Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin) - que tem 23 deputados - e pelo Partido Democrático (PD) - que tem sete lugares.
A oposição controla os restantes 35 lugares do Parlamento Nacional (PN) e esses deputados assinaram na semana passada uma carta para o Presidente da República em que anunciam estar prontos a ser alternativa de Governo se o programa do executivo for chumbado.
Formalmente, e como define a Constituição, o Programa de Governo, não tem de ser sequer votado, já que só é submetido a votos se uma das bancadas apresentar uma moção de rejeição ou se o Governo solicitar um voto de confiança.
Se nenhum desses cenários ocorrer o texto é apenas debatido durante um máximo de cinco dias consecutivos - ou seja, entre segunda e sexta-feira próximas, segundo o calendário previsto - podendo até ao fim do debate "qualquer bancada parlamentar (...) pedir a sua rejeição ou o Governo solicitar um voto de confiança".
A Constituição timorense define as regras sobre a aprovação do documento central do executivo onde têm de estar os "objetivos e as tarefas que se propõe realizar, as medidas a adotar e as principais orientações políticas que pretende seguir nos domínios da atividade governamental".
O texto, explica a lei base, tem que ser enviado aos deputados para "apreciação" até 30 dias desde o início de funções do Governo - que tomou posse a 15 de setembro - e define que "a rejeição do programa do Governo exige a maioria absoluta dos deputados em efetividade de funções".
Num cenário em que o Programa do Governo seja rejeitado - o que implica a demissão do Governo e a exoneração do primeiro-ministro pelo chefe de Estado - o Presidente da República teria, na prática, duas opções: ouvir novamente os partidos com assento parlamentar para encontrar uma alternativa dentro da atual composição para a formação de um novo Governo ou esperar a realização de novas eleições.
A Constituição determina que "o Parlamento Nacional não pode ser dissolvido nos seis meses posteriores à sua eleição", ou seja, até 22 de janeiro de 2018 data até à qual os atuais 65 deputados continuam em plenitude de funções.
Em caso de dissolução, o Parlamento Nacional eleito inicia nova legislatura, cuja duração é acrescida do tempo necessário para se completar o período correspondente à sessão legislativa em curso à data da eleição.
O Governo demitido também ficará em gestão até à tomada de posse do executivo que saia de uma das duas soluções: ou nova proposta apresentada pelos partidos com representação parlamentar ou de um novo parlamento saído de novas eleições.
*LUSA TL
Home
Governu
Parlamentu Nasional
Politika
Rejional
Programa do Governo timorense só ‘chumba’ com moção de rejeição da oposição
Programa do Governo timorense só ‘chumba’ com moção de rejeição da oposição
Topiku
# Governu
# Parlamentu Nasional
# Politika
# Rejional
INFO TIMOR-LESTE
Rejional
Labels:
Governu,
Parlamentu Nasional,
Politika,
Rejional
Subscribe to:
Post Comments (Atom)
NUDAR ESPASU ALTERNATIVU HUSI MEDIA ONLINE OIN OIN NEBE DISPONIVEL ONA IHA TIMOR-LESTE HODI AKUMULA OU TAU HAMUTUK NOTISIA IMPORTANTI SIRA, HO OBJETIVU ATU HAFASIL LIU TAN LEE NAIN SIRA BELE HETAN NOTISIA SIRA NEE IHA FATIN IDA DEIT, MAK INFO-TL.
MERITU HUSI ARTIGU SIRA NEE NAFATIN BA MEDIA ONLINE SIRA NEBE PRODUZ NOTISIA NEE!!!
REDASAUN INFO-TL
MERITU HUSI ARTIGU SIRA NEE NAFATIN BA MEDIA ONLINE SIRA NEBE PRODUZ NOTISIA NEE!!!
REDASAUN INFO-TL

No comments:
Post a Comment